Luís Farinha


Tema abordado:

- A Pandemia Covid-19.

Luís Farinha

Professor do Ensino Secundário. Licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (1975). Professor convidado da Faculdade de Letras de Lisboa (1989-1991); Doutorado em História Política e Institucional do século XX (NOVA FCSH), 2003; Diretor-adjunto da Revista História (2002-2007); Investigador do Instituto de História Contemporânea (1994- ); Vice Presidente do Instituto de História Contemporânea (2010-2015); Comissário da Exposição "Viva a República! 1910-2010", no âmbito das Comemorações do I Centenário da República, Cordoaria Nacional, 2010; Coordenador da Coleção Parlamentares da I República, Assembleia da República (2008-2013); Membro da Comissão Instaladora do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade (2014-2015); Diretor do Museu do Aljube - Resistência e Liberdade (2015-); Comissário da Exposição "Morte à Morte! 150 anos da Abolição da Pena de Morte em Portugal / 1867-2017", Assembleia da República (2017).


1. O que se alterou na sua vida com a pandemia do Covid 19?

Negativamente - diminuíram as respostas das pessoas e instituições às nossas solicitações. Os vícios acumulados dos sistemas públicos (educação, saúde, assistência) tornaram-se aflitivos.

Positivamente - Espaços mais abertos e compensadores para a vida em família. Mais tempo para o trabalho em casa e para o convívio familiar.


2. Que efeitos tem tido esta pandemia, em Portugal, em termos laborais?

Negativamente - um acréscimo do desemprego e do trabalho precário. Um decréscimo dos rendimentos na generalidade, em especial de quem trabalha por conta própria. Uma insegurança maior no que toca ao primeiro emprego e ao trabalho jovem.


3. Na sua opinião, quais têm sido os efeitos desta pandemia na economia do nosso país?

Negativos, de forma genérica. Poderão ter sido criadas algumas janelas de novas oportunidades, de nenhum modo compensadoras do desastre económico de setores como turismo e restauração. O apoio estatal tem encoberto alguns dos efeitos mais perversos, que permanecem ocultos da opinião pública.


4. Que lições podemos retirar desta pandemia?

Que o mundo tecnológico (avançado) permanece débil (e incauto) perante as grandes catástrofes. Que as grandes catástrofes nos colocam tão dependentes (ou mais) da natureza e dos outros homens do que no tempo das cavernas. Que esta catástrofe (da qual se não conhece o fim) nos pode alertar para catástrofes já previsíveis como a decorrente das alterações climáticas.


Entrevista realizada por Ana Matilde Reis
Coordenação/Tutoria: Professora Ana Sofia Pinto